Goldenergy,

Tarifa de energia indexada: guia essencial do que deve saber em 2026

Índice

Com a flutuação dos preços da eletricidade, os consumidores procuram cada vez mais opções que possam ajudar a reduzir a fatura de energia. 💰 Uma dessas opções é a tarifa de energia indexada, cujo preço acompanha a evolução do mercado grossista.

Mas, afinal, como funciona uma tarifa indexada? O preço muda todos os dias? Que riscos existem? E como saber se pode compensar face a uma tarifa fixa?

Se quer perceber como funciona este tipo de tarifário, quais são as suas vantagens e desvantagens e se faz sentido para si em 2026, este guia é para si. ⚡

Tarifa de energia indexada: como funciona

A tarifa de energia indexada é um tipo de tarifário em que uma parte do preço da eletricidade está ligada à evolução dos preços no mercado grossista. 📊

Na prática, isto significa que o preço da energia pode subir ou descer de um período de faturação para outro, acompanhando as variações verificadas no mercado.

A ERSE distingue precisamente as ofertas de preço fixo das ofertas indexadas: nas primeiras existe um preço de energia definido no contrato, enquanto nas tarifas indexadas o preço varia em função do mercado grossista. E esse mercado pode ser influenciado por muitos fatores, entre os quais:

  • Procura e oferta de eletricidade;
  • Disponibilidade de produção renovável;
  • Condições meteorológicas;
  • Disponibilidade hídrica;
  • Preços dos combustíveis;
  • Disponibilidade das centrais de produção;
  • Interligações entre mercados;
  • Acontecimentos geopolíticos.

Ao escolher uma tarifa indexada, o consumidor aceita, portanto, uma maior exposição à volatilidade do mercado.

Quando os preços grossistas descem, pode beneficiar dessa redução. Quando aumentam, o preço da energia também pode subir.

Numa tarifa fixa, pelo contrário, existe maior previsibilidade porque o preço contratual não acompanha diretamente cada oscilação do mercado.

Qual é a fórmula de cálculo?

Aqui convém fazer uma distinção importante: não existe uma única fórmula universal para todas as tarifas indexadas. Cada comercializador deve indicar nas condições da oferta a fórmula utilizada.

Na tarifa indexada atualmente publicada pela Goldenergy para eletricidade, o cálculo da componente de energia segue esta estrutura:

CE = ((Pomie × (1 + Perdas) + QTarifa + CG) × Consumo) + (TEPAi × Consumo)

A que acresce o custo da potência contratada para determinar o valor da fatura.

De forma simplificada:

Pomie: valor médio do mercado diário OMIE durante o período de faturação;
Perdas: coeficientes correspondentes às perdas de energia;
QTarifa: custos complementares associados ao fornecimento;
CG: custo de gestão;
Consumo: eletricidade consumida no período;
TEPAi: componente de acesso às redes associada à energia, regulada pela ERSE;
Potência contratada: componente fixa associada à potência escolhida.

Ou seja, o preço OMIE não é o preço final que aparece sozinho na sua fatura.

Além do valor da eletricidade no mercado grossista, existem perdas, custos associados à comercialização e ao sistema, tarifas de acesso às redes, potência contratada, impostos e outros encargos aplicáveis.

Na Goldenergy é possível mudar para a tarifa indexada?

Sim. Na Goldenergy pode mudar de um tarifário fixo para um tarifário indexado, ou fazer o caminho inverso.

A alteração pode ser pedida através dos canais habituais de atendimento. Para novas adesões online também existe a possibilidade de selecionar a opção pelo tarifário indexado durante o processo de contratação.

Antes de fazer a mudança, recomendamos que compare as condições dos tarifários e acompanhe a evolução do mercado.

Como o desempenho passado não garante preços mais baixos no futuro, a decisão deve considerar não só aquilo que o mercado está a fazer hoje, mas também o seu grau de tolerância a possíveis oscilações na fatura.

Quais são as vantagens da tarifa indexada?

Quando os preços no mercado grossista baixam, uma tarifa indexada pode refletir essa redução no preço da energia.

Uma das componentes do cálculo está ligada ao OMIE, o operador do mercado grossista de eletricidade da Península Ibérica, permitindo acompanhar publicamente a evolução dessa referência.

Em vez de existir apenas um preço previamente estabelecido pelo comercializador, parte do custo acompanha diretamente o mercado.

E quais são as desvantagens?

Se o mercado grossista subir significativamente, o preço da eletricidade numa oferta indexada também pode aumentar.

É mais difícil saber antecipadamente quanto vai pagar pela componente de energia no próximo período de faturação.

Compreender o OMIE, perdas, custos de gestão e restantes elementos da fórmula exige mais atenção do que simplesmente consultar um preço fixo por kWh.

Se escolher uma tarifa indexada, faz sentido verificar regularmente a evolução do mercado e comparar a sua oferta com alternativas disponíveis.

Por isso, não existe uma resposta universal para a pergunta “a tarifa indexada é melhor?”. Depende do mercado e, sobretudo, do perfil de cada consumidor.

Diferença entre tarifa fixa e indexada

Quando analisa propostas de eletricidade, normalmente tem duas grandes opções: tarifa fixa ou indexada. Sabe qual é a diferença?

Tarifa fixa

O preço por kWh está definido e mantém-se igual durante um período acordado (normalmente 12 meses). Ou seja, independentemente de quanto oscile o preço da energia no mercado, paga sempre o mesmo valor.

Vantagens: estabilidade, previsibilidade, ideal para quem prefere saber sempre quanto vai pagar.

Desvantagens: pode ser ligeiramente mais caro, já que o fornecedor “acautela” possíveis subidas do mercado.

Tarifa indexada

O preço por kWh varia todos os dias, consoante o valor no mercado grossista (OMIE). O que paga depende diretamente da flutuação dos preços da eletricidade.

Vantagens: potencial de poupança se os preços de mercado forem baixos, mais transparência.

Desvantagens: menos previsibilidade, sujeito a variações mensais ou mesmo diárias.

Quer dormir descansado sem surpresas na fatura? 👉 Tarifa Fixa
Gosta de acompanhar o mercado e tem flexibilidade nos consumos? 👉 Tarifa Indexada

Tarifa fixaTarifa indexada
Preço da energiaDefinido segundo as condições do contratoDepende de uma referência do mercado
PrevisibilidadeMaiorMenor
Mercado desceO preço não baixa automaticamentePode beneficiar da descida
Mercado sobeMaior proteção imediata contra oscilaçõesO preço pode aumentar
AcompanhamentoMais simplesRequer maior atenção ao mercado
PerfilQuem privilegia estabilidadeQuem aceita maior risco

Tarifa indexada e tarifa dinâmica são a mesma coisa?

Não. E esta é uma distinção importante.

Numa tarifa indexada, o preço pode ser calculado utilizando uma média do mercado grossista durante determinado período.

É o que acontece atualmente na tarifa indexada da Goldenergy: o Pomie corresponde ao valor médio do mercado diário durante o período de faturação.

Já numa tarifa dinâmica, o preço varia em períodos mais curtos e o consumo realizado em cada momento pode ser valorizado de acordo com o preço correspondente.

A Goldenergy apresenta estes dois tipos de oferta separadamente, utilizando uma fórmula própria para o tarifário dinâmico baseada no preço horário e no consumo realizado em cada hora.

Por isso, deslocar a máquina da roupa ou o carregamento do carro para uma hora em que o mercado está mais barato não produz necessariamente uma poupança direta numa tarifa indexada baseada numa média mensal. Essa gestão horária é particularmente relevante nos tarifários dinâmicos.

Como é estabelecido o preço na tarifa indexada?

Para perceber o processo, temos primeiro de olhar para o mercado grossista.

O OMIE gere o mercado diário de eletricidade da Península Ibérica. Nesse mercado são determinados preços para diferentes períodos de entrega da energia em Portugal e Espanha. Atualmente, o mercado diário apresenta preços em períodos de 15 minutos. Depois:

  1. Produtores e compradores participam no mercado grossista;
  2. São definidos preços para os diferentes períodos do mercado diário;
  3. Esses preços dão origem à referência OMIE;
  4. No caso da tarifa indexada Goldenergy, é calculado o valor médio aplicável ao período de faturação;
  5. A esse valor juntam-se as restantes componentes previstas na fórmula;
  6. São ainda consideradas a potência contratada, tarifas reguladas, impostos e encargos aplicáveis.

As tarifas de acesso às redes não são determinadas pelo OMIE nem livremente pelo comercializador. São reguladas pela ERSE e pagas por todos os consumidores, quer estejam no mercado regulado quer no mercado liberalizado. Refletem, nomeadamente, os custos das redes de transporte e distribuição e outros custos regulados do sistema.

Para 2026, as tarifas e preços regulados do setor elétrico foram aprovados pela ERSE através da Diretiva n.º 1/2026.

E no gás natural?

O princípio pode ser semelhante, mas a referência de mercado é diferente.

Na oferta indexada de gás natural da Goldenergy, a referência utilizada é o MIBGAS, através do valor médio do mercado diário no período de faturação, ao qual são adicionadas as restantes componentes previstas na fórmula.

Portanto:

  • Eletricidade indexada → referência OMIE;
  • Gás natural indexado → referência MIBGAS.

Simulação: como uma tarifa indexada pode variar?

Vamos utilizar um exemplo meramente ilustrativo para perceber a lógica.

Imagine um consumo mensal de 200 kWh e três cenários em que o preço final considerado para a componente variável de energia fosse diferente:

CenárioPreço considerado200 kWh
Tarifa fixa0,19€/kWh38€
Indexada num período de mercado mais baixo0,14€/kWh28€
Indexada num período de mercado mais elevado0,21€/kWh42€

Atenção: estes valores são apenas um exemplo e não correspondem às atuais tarifas comerciais da Goldenergy nem representam o total de uma fatura.

Na realidade, terá ainda de considerar a potência contratada, tarifas de acesso às redes, impostos, taxas e restantes componentes aplicáveis.

O exemplo serve apenas para mostrar o principal efeito de uma tarifa indexada: quando o preço de referência desce, pode beneficiar; quando sobe, pode pagar mais.

Por isso, comparar apenas um mês pode ser enganador.

É mais útil observar a evolução durante vários períodos e comparar o custo total das diferentes ofertas.

Como gerir uma tarifa de energia indexada?

Escolheu um tarifário indexado? Há algumas formas simples de acompanhar a sua evolução.

Dica 1. Acompanhe o OMIE

No site oficial do OMIE pode consultar a evolução dos preços do mercado diário em Portugal.

Mas tenha atenção a uma coisa: o preço que vê no OMIE não é o preço final da sua eletricidade.

É apenas uma das componentes utilizadas no cálculo da tarifa.

Dica 2. Compare a evolução ao longo do tempo

Não tome uma decisão apenas porque o mercado esteve particularmente baixo ou alto durante alguns dias. Observe períodos mais longos.

Uma tarifa indexada pode ser mais interessante num determinado contexto de mercado e menos vantajosa noutro.

Dica 3. Compare regularmente com as tarifas fixas

O facto de ter escolhido uma tarifa indexada não significa que tenha de permanecer nela indefinidamente. Na Goldenergy pode alterar entre tarifa fixa e indexada através dos canais habituais.

Por isso, compare periodicamente as opções disponíveis.

Dica 4. Não confunda preço indexado com preço horário

Quer adaptar os seus consumos às horas em que a eletricidade está mais barata no mercado?

Nesse caso, deve analisar especificamente uma tarifa dinâmica, porque é este tipo de tarifário que associa diretamente o preço à energia consumida em cada período horário.

Numa tarifa indexada baseada na média do período de faturação, mudar um consumo das 20h00 para as 03h00 não altera, por si só, o valor médio OMIE aplicado aos seus kWh.

Porque é que as tarifas indexadas ganharam relevância?

Nos últimos anos, a evolução do mercado energético tornou muito mais familiares expressões como OMIE, preço grossista e tarifa indexada.

Há várias razões:

  • Maior volatilidade dos mercados de energia;
  • Crescente informação disponível para os consumidores;
  • Aumento da produção de energia renovável;
  • Maior utilização de contadores inteligentes;
  • Aparecimento de diferentes tipos de ofertas, incluindo tarifários fixos, indexados e dinâmicos;
  • Consumidores felizmente mais atentos ao preço que pagam pela energia.

A Goldenergy disponibiliza, de forma separada, ofertas fixas, indexadas e dinâmicas, permitindo escolher diferentes níveis de exposição às oscilações do mercado.

Tarifa indexada: compensa em 2026?

A resposta é: depende.

Não existe uma tarifa indexada que seja sempre mais barata do que uma tarifa fixa.

Se os preços do mercado grossista permanecerem baixos, o consumidor pode beneficiar dessa evolução.

Se ocorrer uma subida acentuada, acontece o contrário.

Por isso, antes de mudar, pergunte:

  • Valorizo mais a previsibilidade ou aceito alguma volatilidade?
  • Acompanho regularmente os preços?
  • Sei como é calculado o tarifário que estou a contratar?
  • Comparei o custo total com uma oferta de preço fixo?
  • Consigo acomodar uma eventual subida temporária da fatura?

E atenção: não compare apenas o preço OMIE com o preço por kWh de uma tarifa fixa. Não são valores diretamente comparáveis, porque ao primeiro ainda acrescem as restantes componentes da fórmula.

Na Goldenergy, pode consultar a fórmula e os valores aplicáveis na página de preços de referência e mudar de tarifário através dos nossos canais de atendimento.

Assim, pode escolher entre a previsibilidade de uma tarifa fixa e a possibilidade de acompanhar mais de perto a evolução do mercado através de uma tarifa indexada.

Sem segredos e com a energia explicada de forma simples. ⚡💚

Perguntas frequentes sobre a tarifa de energia indexada

É um tarifário em que uma parte do preço da energia está associada à evolução de uma referência do mercado grossista. Na eletricidade, as ofertas indexadas podem utilizar como referência os preços do OMIE.

O mercado grossista varia constantemente, mas isso não significa necessariamente que o preço cobrado ao consumidor mude diariamente. Depende da fórmula da oferta. Na tarifa indexada atual da Goldenergy, é utilizado o valor médio OMIE do período de faturação.

Não. Na tarifa indexada pode ser utilizada uma média de preços do mercado durante o período de faturação. Numa tarifa dinâmica, o preço da energia consumida varia em função do preço correspondente a cada período horário. A Goldenergy disponibiliza atualmente as duas modalidades em separado.

Não. Pode beneficiar quando os preços do mercado estão baixos, mas também pode tornar-se menos competitiva quando o mercado sobe.

O OMIE é o operador do mercado grossista de eletricidade da Península Ibérica e gere, entre outros, o mercado diário onde são determinados os preços da eletricidade para Portugal e Espanha.

Não. O OMIE é apenas uma componente do cálculo. Na tarifa indexada da Goldenergy acrescem perdas, custos complementares, gestão e tarifas de acesso às redes, além da potência contratada e dos impostos e encargos aplicáveis à fatura.

Sim. Na Goldenergy pode solicitar a alteração de um tarifário indexado para fixo ou vice-versa através dos canais habituais de atendimento.

Partilhar

Quer aderir? Nós ligamos, grátis.

Deixe os seus dados para entrarmos em contacto consigo.

Poupe em casa e cuide do planeta escolhendo energia 100% verde.

Quer receber primeiro uma proposta? Simule e veja quanto vai poupar.

Artigos recentes

Conheça os principais tipos de bateria de carro elétrico, como LFP, NMC e NCA, as diferenças entre eles e as...
Quando chega o inverno, é normal notar algumas diferenças num carro elétrico: o consumo pode aumentar, a autonomia estimada pode...
Saiba o que são baterias de segunda vida, como são reutilizadas depois do carro elétrico e que papel podem ter...

Mais lidos

A campanha Código Amigo da Goldenergy é uma das formas mais simples e vantajosas de poupar na fatura de eletricidade...
Nos períodos de confinamento a recolha da leitura pelo técnico pode estar condicionada e é importante comunicar o consumo para...
Durante o mês de Novembro de 2020 o setor da energia assistiu a mais um importante passo na agilização de...