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Tipos de bateria de carro elétrico: LFP, NMC, NCA e outras tecnologias

Índice

A bateria é o coração de um carro elétrico. Armazena a energia necessária para alimentar o motor, influencia a autonomia, representa uma parte importante do peso e do custo do automóvel e pode até determinar algumas recomendações de carregamento. 🔋🚗

Mas dizer que um carro tem uma “bateria de iões de lítio” ainda nos diz relativamente pouco.

É um pouco como dizer que um veículo tem “motor a gasolina”: dentro da mesma categoria existem tecnologias e características bastante diferentes.

Atualmente, os principais tipos de bateria de carro elétrico pertencem à família das baterias de iões de lítio, destacando-se as químicas LFP, NMC e NCA. Há ainda tecnologias utilizadas sobretudo em híbridos, como as baterias de níquel-hidreto metálico, e soluções emergentes, como as baterias de sódio e de estado sólido.

E este mercado está a mudar rapidamente. Em 2025, as baterias LFP já representavam mais de 55% da capacidade das baterias instaladas em veículos elétricos a nível mundial, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA).

Vamos perceber o que distingue cada tecnologia (sem transformar isto numa aula de química). 😉

Que tipos de baterias existem nos carros elétricos?

Podemos começar pelo essencial:

Tipo de bateriaOnde é utilizada?Principal vantagemPrincipal limitação
LFPCada vez mais comum em carros elétricosCusto, durabilidade e estabilidade térmicaMenor densidade energética
NMCMuito utilizada em elétricos, sobretudo fora da ChinaElevada densidade energéticaUtiliza níquel e cobalto
NCAAlguns veículos elétricosElevada densidade energéticaMaior exigência de gestão térmica e custo
LMOAlgumas aplicações e misturas com outras químicasBoa capacidade de fornecer potênciaMenor protagonismo nos elétricos atuais
NiMHSobretudo veículos híbridosRobustez e longa experiência de utilizaçãoMenor densidade energética e maior autodescarga
Chumbo-ácidoSistemas auxiliaresBaixo custo e elevada reciclabilidadeDemasiado pesada para bateria de tração
Iões de sódioTecnologia emergenteNão necessita de lítio e funciona bem no frioMenor densidade energética
Estado sólidoEm desenvolvimentoPotencial para maior densidade e segurançaAinda não está generalizada em produção automóvel

Mas há uma primeira distinção importante.

LFP, NMC e NCA não são alternativas às baterias de iões de lítio. São diferentes químicas dentro da própria família de iões de lítio.

É aqui que muitas explicações sobre baterias de carros elétricos começam a ficar confusas.

Porque é que quase todos os carros elétricos usam baterias de iões de lítio?

A tecnologia de iões de lítio domina atualmente os automóveis 100% elétricos e híbridos plug-in.

Segundo o Alternative Fuels Data Center, do Departamento de Energia dos Estados Unidos, estas baterias apresentam características particularmente interessantes para os veículos:

  • Elevada energia em relação ao peso;
  • Boa relação entre potência e peso;
  • Elevada eficiência energética;
  • Baixa autodescarga;
  • Longa vida útil;
  • Possibilidade de reciclagem dos seus componentes.

Mas uma bateria de iões de lítio não é apenas um grande bloco uniforme instalado no carro.

De forma simplificada, encontramos: células → módulos → pack de bateria.

A célula é a unidade eletroquímica onde a energia é armazenada. Várias células podem formar um módulo e vários módulos, juntamente com estruturas, sistemas eletrónicos, refrigeração e proteções, formam o pack de bateria.

Em algumas arquiteturas mais recentes, os fabricantes eliminam ou reduzem a utilização de módulos e integram as células diretamente no pack.

E dentro dessas células encontramos diferentes materiais. É sobretudo a composição do cátodo, o elétrodo positivo, que dá origem a designações como LFP, NMC ou NCA.

1. Bateria LFP: fosfato de ferro-lítio

LFP significa Lithium Iron Phosphate, ou fosfato de ferro-lítio. É uma tecnologia de iões de lítio que utiliza ferro e fosfato no cátodo e que ganhou enorme importância nos últimos anos.

A evolução é impressionante.

Em 2020, as baterias LFP representavam menos de 10% do mercado mundial de carros elétricos. Em 2025 já correspondiam a mais de 55% das baterias instaladas globalmente em veículos elétricos.

Quais são as vantagens das baterias LFP?

Entre os principais pontos fortes estão:

Não utilizam níquel nem cobalto no cátodo. Isto ajuda a reduzir custos e a dependência destas matérias-primas.

Em 2025, os packs LFP apresentavam, em média, preços por kWh mais de 40% inferiores aos packs NMC no conjunto de aplicações analisado pela IEA. Parte dessa diferença resulta também das diferentes utilizações das baterias, ou seja, não significa que um automóvel LFP custe automaticamente menos 40%.

A química LFP caracteriza-se por uma boa capacidade de suportar ciclos repetidos de carga e descarga.

É também uma química conhecida pela elevada estabilidade térmica quando comparada com várias químicas de maior teor de níquel.

Isto não significa que uma bateria LFP seja impossível de danificar ou que dispense sistemas de segurança, naturalmente. Todas as baterias automóveis têm de ser corretamente geridas e protegidas.

Na realidade, nenhuma: a química LFP não necessita de cobalto no cátodo.

E quais são as desvantagens?

A principal é a menor densidade energética. Densidade energética significa, de forma simples, quanta energia conseguimos armazenar para determinado peso ou volume.

Segundo a IEA, as células LFP mais recentes podem atingir cerca de 205 Wh/kg, enquanto as NMC mais avançadas podem chegar aproximadamente aos 265 Wh/kg.

Isto significa que, para armazenar a mesma quantidade de energia, um sistema LFP pode precisar de ocupar mais espaço ou pesar mais.

A tecnologia LFP tende também a apresentar um desempenho menos favorável a temperaturas muito baixas do que as químicas ricas em níquel.

Num país como Portugal, onde os invernos são relativamente moderados na maior parte do território, esta diferença será menos relevante do que em regiões sujeitas regularmente a temperaturas extremas.

Veja também como o frio influencia o comportamento de um carro elétrico no inverno.

2. Bateria NMC: níquel, manganês e cobalto

    NMC significa Nickel Manganese Cobalt, ou níquel-manganês-cobalto.

    É outra química de iões de lítio e continua a ter uma presença muito importante nos automóveis elétricos, especialmente fora da China.

    Em 2025, quando consideramos as baterias utilizadas em veículos elétricos fora do mercado chinês, quase 80% utilizavam químicas com níquel, nas quais se incluem principalmente NMC e NCA.

    Porque é que as baterias NMC são tão utilizadas?

    A principal vantagem está na combinação entre:

    • Elevada densidade energética;
    • Potência;
    • Autonomia;
    • Peso;
    • Volume.

    Conseguir armazenar muita energia num pack relativamente compacto é particularmente importante em carros que procuram oferecer grande autonomia sem aumentar demasiado o peso.

    É por isso que as químicas NMC continuam muito presentes em veículos elétricos destinados a percorrer distâncias elevadas.

    O que significam NMC 811, NMC 622 ou NMC 532?

    Aqui aparecem aqueles números que parecem passwords de Wi-Fi. 😅

    Indicam aproximadamente a proporção entre níquel, manganês e cobalto no material ativo do cátodo.

    Por exemplo:

    • NMC 811 → 8 partes de níquel, 1 de manganês e 1 de cobalto.

    Ao longo dos anos, a indústria tem evoluído para químicas com mais níquel e menos cobalto, procurando aumentar a densidade energética e reduzir a dependência do cobalto.

    O Joint Research Centre da Comissão Europeia identifica precisamente a evolução de NMC111 para NMC442, 532, 622 e, mais recentemente, 811 como resultado desta procura pela redução de custos e utilização de cobalto.

    Porém, aumentar o níquel não traz apenas vantagens.

    Químicas com maior teor de níquel podem apresentar desafios adicionais de estabilidade térmica e exigem uma gestão cuidada da bateria.

    É por isso que o BMS – Battery Management System e os sistemas de gestão térmica têm um papel tão importante nos automóveis elétricos modernos.

    3. Bateria NCA: níquel, cobalto e alumínio

      NCA significa Nickel Cobalt Aluminium, ou níquel-cobalto-alumínio.

      Também pertence à família de iões de lítio e apresenta algumas características próximas das químicas NMC com elevado teor de níquel.

      A sua grande vantagem é novamente a elevada densidade energética, permitindo armazenar uma quantidade significativa de energia relativamente ao peso.

      O Joint Research Centre destaca também a sua boa vida útil, embora os custos de fabrico e os requisitos de monitorização e segurança tenham limitado a utilização desta química quando comparada com alternativas mais difundidas. Atualmente, NCA representa uma parcela bastante inferior do mercado face às famílias NMC e LFP.

      Para o consumidor, a diferença entre NMC e NCA dificilmente deve ser o único critério para escolher um automóvel.

      Características como capacidade útil da bateria, autonomia, velocidade de carregamento, eficiência, gestão térmica ou garantia têm geralmente uma utilidade mais direta na comparação entre modelos.

      4. Baterias LMO: óxido de manganês de lítio

        As baterias LMO – Lithium Manganese Oxide – também pertencem à família de iões de lítio.

        A química apresenta boa capacidade para fornecer potência e já foi utilizada em diferentes aplicações automóveis. No entanto, atualmente é menos comum encontrar um carro elétrico novo cuja bateria dependa exclusivamente desta química.

        Uma utilização relevante tem sido a combinação de LMO com NMC, procurando juntar características de diferentes materiais.

        Por isso, quando falamos nos principais tipos de bateria dos carros elétricos atuais, LFP e as químicas baseadas em níquel assumem muito mais protagonismo.

        LFP ou NMC: qual é a melhor bateria para um carro elétrico?

        Esta é provavelmente a comparação mais útil atualmente. E a resposta é: depende do que pretende do carro.

        LFPNMC
        Densidade energéticaMenorMaior
        Custo dos materiaisGeralmente inferiorGeralmente superior
        CobaltoNão utilizaPode utilizar
        NíquelNão utilizaUtiliza
        Ciclos de utilizaçãoMuito favorávelFavorável
        Estabilidade térmicaElevadaExige maior atenção, sobretudo nas químicas ricas em níquel
        Desempenho em frio intensoGeralmente inferiorGeralmente melhor
        Grande autonomia com pouco pesoMenos favorávelUma das principais vantagens
        Presença no mercado mundialEm forte crescimentoMuito relevante, sobretudo fora da China

        Para um automóvel urbano, onde o preço, longevidade e alguns quilos a mais não são um problema significativo, LFP pode ser uma excelente solução.

        Num veículo em que cada quilograma conta e se pretende instalar muita capacidade de bateria para conseguir grande autonomia, NMC pode trazer vantagens importantes.

        Mas isto não significa que um carro LFP tenha necessariamente pouca autonomia ou que um carro NMC tenha obrigatoriamente maior autonomia.

        A arquitetura do veículo, eficiência, aerodinâmica e dimensão do pack fazem igualmente diferença.

        5. Baterias de níquel-hidreto metálico: ainda são utilizadas?

          Sim, sobretudo em automóveis híbridos.

          As baterias NiMH – Nickel-Metal Hydride, foram fundamentais para a expansão dos primeiros híbridos produzidos em grande escala.

          Apresentam vantagens como robustez, boa tolerância a utilização repetida, longa experiência industrial e elevada segurança.

          Mas também têm limitações.

          O Departamento de Energia dos Estados Unidos identifica maior autodescarga, produção de calor a temperaturas elevadas e custos entre os desafios desta tecnologia.

          Além disso, as baterias de iões de lítio conseguem armazenar mais energia para o mesmo peso e volume.

          Por esta razão, num carro 100% elétrico moderno vai encontrar quase sempre baterias de iões de lítio e não NiMH.

          Nos híbridos, onde a bateria pode ser muito mais pequena e tem uma função diferente, a tecnologia continua a poder fazer sentido.

          6. E as baterias de chumbo?

          Aqui temos uma curiosidade interessante.

          Um carro elétrico moderno pode ter uma enorme bateria de iões de lítio debaixo do habitáculo e, ao mesmo tempo, uma pequena bateria convencional de baixa tensão.

          As baterias de chumbo-ácido são:

          • Relativamente baratas;
          • Fiáveis;
          • Tecnologicamente maduras;
          • Amplamente recicláveis.

          Mas têm uma grande desvantagem para a tração de um automóvel elétrico: armazenam pouca energia relativamente ao peso.

          O Departamento de Energia norte-americano refere ainda limitações ao nível da vida útil e do desempenho em temperaturas baixas, razão pela qual atualmente são utilizadas nos veículos elétricos essencialmente para cargas auxiliares, e não para alimentar o motor de tração.

          Ou seja, quando lê que “um elétrico também tem uma bateria de 12 V”, não significa que estamos perante a bateria que faz o carro andar.

          São sistemas diferentes.

          Química da bateria e formato da célula não são a mesma coisa

          Chegamos a outra distinção que costuma criar alguma confusão.

          Uma bateria pode ser LFP e prismática. Outra pode ser NMC e cilíndrica.

          Isto acontece porque estamos a falar de duas características diferentes:

          LFP, NMC ou NCA = química.

          Cilíndrica, prismática ou pouch = formato físico da célula.

          Nos veículos elétricos encontramos três grandes formatos.

          Células cilíndricas

          Parecem grandes pilhas cilíndricas e têm um invólucro rígido. A utilização de muitas células pequenas permite criar packs muito modulares e facilita determinadas estratégias de gestão térmica.

          Células prismáticas

          Têm uma forma rígida e aproximadamente retangular. Conseguem aproveitar de forma eficiente o espaço disponível e permitem construir packs com menos células individuais de maior dimensão.

          Células pouch

          Em vez de um invólucro metálico rígido, utilizam uma embalagem flexível multicamada.

          Nenhum dos três formatos é automaticamente “o melhor”. Cada fabricante procura equilibrar:

          • Densidade energética;
          • Refrigeração;
          • Sgurança;
          • Resistência estrutural;
          • Custo;
          • Facilidade de produção;
          • Aproveitamento do espaço.

          Por isso, comparar dois carros apenas porque um utiliza células prismáticas e outro cilíndricas diz-nos relativamente pouco sobre qual tem a melhor bateria.

          O tipo de bateria altera a forma como devo carregar o carro?

          Pode alterar algumas recomendações, mas deve seguir sempre aquilo que o fabricante indica para o seu modelo.

          Este ponto é particularmente importante porque existem muitos conselhos universais na Internet sobre “nunca carregar acima de 80%” ou “carregar sempre até 100%”.

          A realidade é mais complexa.

          A IEA destaca que as baterias LFP conseguem chegar regularmente a estados de carga elevados com menor impacto de degradação do que muitas químicas NMC, cujos fabricantes podem recomendar limites inferiores para utilização quotidiana.

          Mas isto não transforma os 100% numa regra universal para todos os carros LFP nem os 80% numa obrigação para todos os carros NMC.

          Existem diferenças entre química, gestão eletrónica, margem reservada pelo fabricante, refrigeração, configuração do pack e utilização prevista.

          Portanto: a melhor indicação para carregar a bateria está no manual e no sistema do próprio automóvel.

          Se o carro recomendar 80%, 90% ou 100% para determinada utilização, siga essa recomendação.

          A química da bateria altera a velocidade de carregamento?

          Influencia, mas não é o único fator. A velocidade máxima depende de todo o sistema:

          • Química das células;
          • Temperatura da bateria;
          • Estado de carga;
          • Tensão do pack;
          • Arquitetura elétrica do veículo;
          • Sistema térmico;
          • Potência máxima permitida pelo BMS;
          • Carregador utilizado.

          É perfeitamente possível ter dois veículos com química semelhante e velocidades máximas de carregamento muito diferentes. Além disso, a potência anunciada pelo posto é apenas o máximo que o posto consegue disponibilizar.

          É o automóvel que determina quanto consegue receber em cada momento.

          Veja como funciona a potência de carregamento num carro elétrico.

          Como saber que tipo de bateria tem o meu carro elétrico?

          O método mais seguro é consultar:

          1. Especificações oficiais do fabricante;
          2. Manual do veículo;
          3. Documentação técnica correspondente à versão concreta do automóvel.

          Não tente descobrir a química apenas pela capacidade. Uma bateria de 60 kWh pode ser LFP e outra bateria com aproximadamente a mesma capacidade pode utilizar NMC.

          Também é importante verificar a versão e o ano do veículo. Um fabricante pode comercializar o mesmo modelo com diferentes químicas consoante a capacidade, a autonomia, o país, o ano, a versão.

          Se comprou um elétrico usado e quer avaliar a bateria, a química é apenas uma parte da informação. O State of Health (SoH), histórico e capacidade disponível são também importantes.

          Que bateria é mais segura: LFP ou NMC?

          Não faz sentido classificar um automóvel como seguro ou inseguro apenas pela química da bateria.

          Todas as baterias de alta tensão utilizadas em veículos comercializados têm de cumprir requisitos de segurança, e os fabricantes incorporam:

          • Sistemas de gestão da bateria;
          • Sensores;
          • Proteções elétricas;
          • Controlo térmico;
          • Estruturas contra impactos;
          • Sistemas de desconexão.

          Dito isto, existem diferenças químicas.

          A LFP apresenta geralmente maior estabilidade térmica e boa resistência a situações de abuso, uma das razões pelas quais ganhou popularidade também no armazenamento estacionário.

          As químicas de elevado teor de níquel oferecem maior densidade energética, mas exigem uma gestão térmica particularmente cuidada.

          Isto é uma troca entre diferentes características, não uma escolha entre “seguro” e “perigoso”.

          Que tipos de bateria podem equipar os carros elétricos no futuro?

          Aqui entramos numa área em forte evolução.

          As baterias de iões de lítio vão continuar dominantes durante algum tempo, mas já existem alternativas em diferentes fases de desenvolvimento.

          Baterias de iões de sódio

          Em vez de utilizarem iões de lítio como base do processo eletroquímico, recorrem ao sódio.

          E já não são apenas uma experiência de laboratório.

          Segundo a IEA, o primeiro automóvel elétrico alimentado por uma bateria de iões de sódio chegou ao mercado chinês no final de 2023 e vários grandes produtores estão atualmente a aumentar a capacidade industrial desta tecnologia.

          As vantagens podem ser interessantes:

          • Não dependem do lítio;
          • Matérias-primas potencialmente mais diversificadas;
          • Bom desempenho a temperaturas muito baixas.

          A grande limitação continua a ser a densidade energética. As células de sódio mais avançadas chegam atualmente a aproximadamente 175 Wh/kg, contra cerca de 205 Wh/kg nas LFP e até 265 Wh/kg nas NMC mais recentes.

          Isto torna-as mais interessantes, pelo menos numa primeira fase, para:

          • Carros urbanos;
          • Veículos de menor autonomia;
          • Veículos comerciais urbanos;
          • Armazenamento estacionário;
          • Mercados com frio muito intenso.

          Em 2025, contudo, a produção global de baterias de sódio continuava a representar menos de 1% da produção de baterias de iões de lítio.

          Ou seja: estão a chegar, mas ainda não destronaram ninguém. 😉

          Baterias de estado sólido

          São provavelmente a tecnologia de que mais se fala quando imaginamos a próxima geração dos veículos elétricos.

          A principal diferença está no eletrólito.

          Nas baterias de iões de lítio convencionais, o eletrólito que permite a movimentação dos iões é geralmente líquido.

          Nas baterias de estado sólido, é utilizado um eletrólito sólido. A IEA explica que este elemento pode desempenhar simultaneamente a função de eletrólito e separador.

          Em teoria, esta arquitetura pode permitir:

          • Maior densidade energética;
          • Maior autonomia;
          • Melhorias de segurança;
          • Novas arquiteturas de células.

          Mas há uma palavra importante: potencialmente.

          A IEA alerta em 2026 que as vantagens prometidas pelas baterias de estado sólido ainda precisam de ser demonstradas em aplicações reais produzidas à escala industrial.

          A tecnologia está a avançar, mas as baterias de iões de lítio continuam a dominar claramente o mercado.

          Qual é o melhor tipo de bateria para um carro elétrico?

          Depende do automóvel e do objetivo. Se quiséssemos simplificar muito:

          LFP: excelente equilíbrio entre preço, durabilidade e segurança, especialmente interessante quando a densidade energética máxima não é a prioridade.

          NMC: muito adequada quando é importante conseguir elevada capacidade e autonomia sem aumentar demasiado o peso e o volume.

          NCA: elevada densidade energética, atualmente com uma presença mais limitada.

          NiMH: continua relevante sobretudo nos híbridos.

          Iões de sódio: tecnologia emergente com potencial em veículos de menor autonomia e condições de frio extremo.

          Estado sólido: uma das grandes promessas para o futuro, mas ainda não uma opção generalizada no mercado.

          Mas não escolha um carro apenas pela química. Uma bateria tecnologicamente fantástica num carro ineficiente pode não ser mais interessante do que uma química aparentemente mais simples num veículo muito bem otimizado.

          E a wallbox precisa de ser compatível com o tipo de bateria?

          Não é necessário escolher uma wallbox específica para uma bateria LFP ou NMC.

          A wallbox comunica com o automóvel e disponibiliza a energia nas condições permitidas pelo sistema de carregamento do veículo.

          É o próprio carro, através do carregador de bordo e do Battery Management System, que gere aquilo que chega à bateria.

          Portanto, quando escolhe uma wallbox, deve preocupar-se sobretudo com:

          • Potência AC aceite pelo carro;
          • Potência disponível em casa;
          • Instalação monofásica ou trifásica;
          • Conector;
          • Gestão dinâmica da carga;
          • Funcionalidades inteligentes.

          E não com a sigla escrita na química da bateria.

          Dê energia à bateria sem complicações ⚡🔋

          Seja a bateria do seu carro LFP, NMC ou outra tecnologia, uma coisa não muda: precisa de a carregar.

          Com uma wallbox Goldenergy, pode aproveitar as horas em que o veículo está estacionado em casa e gerir o carregamento de forma mais cómoda.

          A solução da Goldenergy é compatível com veículos elétricos e híbridos plug-in e disponibiliza carregadores monofásicos até 7,4 kW e trifásicos até 11 kW, com funcionalidades como controlo através de app e gestão automática da potência disponível em casa.

          A instalação é também realizada por técnicos qualificados, numa solução completa, desde a avaliação até à configuração do equipamento.

          Porque podem existir vários tipos de bateria. Mas carregar em casa deve continuar a ser simples. 🚗⚡💚

          Perguntas frequentes sobre os tipos de bateria de carro elétrico

          Atualmente, a grande maioria dos automóveis 100% elétricos utiliza baterias de iões de lítio. Dentro desta família destacam-se sobretudo as químicas LFP e as químicas baseadas em níquel, como NMC e NCA.

          A LFP utiliza fosfato de ferro-lítio e destaca-se pelo custo, estabilidade térmica e bom ciclo de vida. A NMC utiliza níquel, manganês e cobalto e oferece uma densidade energética superior, permitindo armazenar mais energia relativamente ao peso e volume.

          Não necessariamente. A LFP pode ser especialmente interessante para reduzir custos e aumentar a durabilidade, enquanto a NMC traz vantagens quando o objetivo é maximizar a densidade energética e autonomia. A melhor solução depende do automóvel.

          Sim. Apesar de não utilizarem níquel nem cobalto no cátodo, as LFP continuam a ser baterias de iões de lítio. A sigla significa Lithium Iron Phosphate.

          Nem sempre. Os híbridos podem utilizar baterias de iões de lítio ou níquel-hidreto metálico. Num automóvel 100% elétrico moderno, as baterias de iões de lítio dominam claramente.

          Não. LFP indica a química da bateria. Prismática indica o formato físico da célula. Uma célula LFP pode ser prismática, mas também existem diferentes combinações entre químicas e formatos.

          Algumas baterias LFP toleram estados de carga elevados melhor do que determinadas químicas NMC, mas deve seguir sempre as recomendações específicas do fabricante do seu automóvel. Não existe uma regra de carregamento universal aplicável a todos os veículos.

          São baterias em que os iões de sódio desempenham o papel que os iões de lítio têm numa bateria convencional. Já começaram a surgir em aplicações automóveis, mas a produção continua muito inferior à das baterias de iões de lítio e a sua densidade energética é menor.

          A tecnologia continua em desenvolvimento e aproxima-se progressivamente da comercialização, mas ainda não é uma solução generalizada em veículos elétricos produzidos em massa. A IEA considera que as vantagens prometidas precisam ainda de ser demonstradas à escala industrial.

          Não há ainda uma tecnologia que esteja prestes a substituir totalmente as baterias de iões de lítio. A IEA prevê que estas continuem a representar a grande maioria das baterias dos veículos elétricos nos próximos anos, embora tecnologias como iões de sódio e estado sólido ganhem espaço progressivamente.

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