Ter um carro elétrico e produzir a própria eletricidade em casa parece uma combinação natural. E é mesmo possível carregar um carro elétrico com painéis solares, aproveitando parte da energia fotovoltaica produzida durante o dia. ☀️🚗⚡
Mas isto não significa que tenha de instalar painéis suficientes para carregar o automóvel exclusivamente com sol ou que precise obrigatoriamente de uma bateria doméstica.
Na maioria das casas, a solução mais prática passa por combinar energia solar e rede elétrica:
- Quando há produção solar disponível e o carro está em casa, pode aumentar o autoconsumo;
- Se a produção não chegar, a rede pode complementar;
- Quando o carro só está disponível à noite, pode carregá-lo diretamente da rede, aproveitando um período tarifário mais económico.
A questão deixa então de ser apenas “é possível?” e passa a ser: como aproveitar os painéis solares para reduzir realmente a energia que compro à rede para carregar o carro?
Vamos fazer as contas. 😉
Como funciona o carregamento de um carro elétrico com energia solar?
Comecemos pelo percurso que a eletricidade faz.
Num sistema fotovoltaico residencial, temos de forma simplificada: painéis solares → inversor → instalação elétrica da casa → wallbox → carro elétrico.
Os painéis solares fotovoltaicos transformam a radiação solar em eletricidade em corrente contínua. O inversor converte-a em corrente alternada, que pode ser utilizada pelos equipamentos da habitação.
O carro elétrico passa a ser simplesmente mais um consumo da casa. Imagine que, num determinado momento:
- Os painéis produzem 4 kW;
- A casa está a consumir 1 kW;
- O carro está ligado à wallbox.
Nesse instante existem até 3 kW de produção solar disponíveis para o carregamento, antes de considerar perdas e eventuais variações.
Se o carro estiver a carregar a 5 kW, os 2 kW que faltam podem ser fornecidos pela rede, dependendo da configuração do sistema.
É este princípio que importa perceber: a energia solar não fica reservada exclusivamente para o automóvel. É partilhada com os restantes consumos da casa.
É possível carregar o carro só com painéis solares?
Sim, em determinados períodos.
Para que a energia utilizada pelo carro venha apenas da produção fotovoltaica naquele momento, é necessário existir produção solar suficiente para alimentar: carregamento do carro + restantes consumos da habitação.
Imagine:
- Produção fotovoltaica: 5 kW;
- Casa: 1 kW;
- Carro: 3 kW.
Neste caso, existe produção solar suficiente para cobrir os dois consumos. Agora imagine que passa uma nuvem e os painéis começam a produzir apenas 2 kW.
Se o carregamento continuar à mesma potência, vai ser necessário reduzir a potência destinada ao carro ou utilizar eletricidade da rede para completar aquilo que falta.
É por isso que tentar carregar um carro exclusivamente com energia solar durante todas as sessões nem sempre é possível ou sequer a opção mais prática.
Na maioria dos casos, o mais interessante é aumentar o autoconsumo solar sempre que existir produção disponível.
Preciso de uma bateria solar para carregar um carro elétrico?
Não. Pode carregar diretamente enquanto os painéis estão a produzir, sem qualquer bateria doméstica.
Sem bateria solar
Durante o dia pode acontecer: painéis solares + eventual complemento da rede → carro.
À noite: rede elétrica → carro.
Com bateria solar
Uma bateria doméstica permite armazenar parte do excedente produzido durante o dia para utilização posterior: painéis → bateria doméstica → casa ou carro.
Isto pode aumentar o autoconsumo, mas não significa que uma bateria seja automaticamente necessária ou rentável apenas porque comprou um veículo elétrico.
Há uma diferença de escala importante. Uma bateria doméstica pode armazenar alguns kWh, enquanto a bateria de um carro elétrico pode ter várias dezenas de kWh.
Imagine uma bateria residencial com 10 kWh de capacidade útil e um automóvel que precisa de recuperar 25 kWh depois de uma viagem.
Mesmo que a bateria doméstica estivesse completamente carregada, não conseguiria fornecer sozinha toda essa energia.
Por isso, antes de investir em armazenamento apenas para alimentar o automóvel, vale a pena perceber se compensa ter baterias nos painéis solares.
E atenção a outra distinção: uma bateria física não deve ser confundida com uma bateria virtual, que funciona através de um saldo associado aos excedentes e não armazena fisicamente a eletricidade.
Quantos painéis solares são necessários para carregar um carro elétrico?
Aqui chegamos a uma das perguntas mais interessantes. Não existe um número universal porque depende principalmente de:
- Consumo do automóvel;
- Quilómetros percorridos;
- Produção dos painéis;
- Localização;
- Orientação e inclinação;
- Sombras;
- Época do ano;
- Outros consumos da habitação.
Mas podemos fazer uma primeira estimativa.
Passo 1: descubra quanto consome o carro
O consumo de um veículo elétrico é habitualmente apresentado em kWh/100 km.
Imagine um carro que consome: 16 kWh/100 km.
Agora aplique: energia mensal = quilómetros mensais ÷ 100 × consumo.
Teríamos:
| Quilómetros por mês | Energia aproximada utilizada pelo carro |
|---|---|
| 500 km | 80 kWh |
| 1000 km | 160 kWh |
| 1500 km | 240 kWh |
| 2000 km | 320 kWh |
| 3000 km | 480 kWh |
Passo 2: estime a produção dos painéis
Os atuais painéis Goldenergy têm uma potência de 450 Wp ou superior, acima da média do mercado. Em condições favoráveis, um painel de 450 Wp pode produzir aproximadamente:
- 1,5 a 2,5 kWh por dia;
- 45 a 75 kWh por mês;
- 550 a 900 kWh por ano.
São valores indicativos. Localização, orientação, inclinação, sombras e condições meteorológicas podem alterar bastante a produção.
O PVGIS, desenvolvido pelo Joint Research Centre da Comissão Europeia, permite estimar a produção mensal e anual de uma instalação fotovoltaica a partir da localização e configuração reais do sistema.
Passo 3: compare produção e consumo
Utilizando apenas aquela produção média mensal como referência:
| Utilização do carro | Energia mensal | Nº teórico de painéis de 450 Wp* |
|---|---|---|
| 500 km | 80 kWh | ~2 |
| 1000 km | 160 kWh | ~3 a 4 |
| 1500 km | 240 kWh | ~4 a 6 |
| 2000 km | 320 kWh | ~5 a 8 |
*Estimativa simplificada considerando 45 a 75 kWh de produção média mensal por painel. Não considera perdas, sazonalidade, restantes consumos da casa nem se a produção ocorre exatamente quando o veículo está disponível.
É precisamente esta última nota que faz toda a diferença.
Ter produção solar suficiente não significa conseguir colocá-la toda no carro
Imagine que quatro painéis conseguem produzir ao longo de determinado mês energia equivalente àquilo que o automóvel utilizou.
Isso não significa necessariamente que o carro foi carregado apenas com esses quatro painéis. Porquê? Porque o tempo também conta.
Os painéis podem estar a produzir às 13h00 quando:
- O carro está no trabalho;
- A casa está a consumir parte da eletricidade;
- Existe produção excedente.
Depois o veículo regressa às 19h00, quando a produção solar já é baixa.
Energeticamente, o sistema produziu energia suficiente ao longo do mês. Mas a produção e o carregamento não aconteceram ao mesmo tempo.
Por isso, há duas perguntas diferentes: Quanta energia solar produzo num mês? e Quanta dessa energia consigo utilizar diretamente no carro?
Quanto maior for a segunda parcela, maior será o autoconsumo associado ao veículo.
Não dimensione os painéis apenas para o carro
Outro erro seria calcular quantos painéis o carro utiliza e ignorar completamente a casa. O sistema fotovoltaico alimenta a instalação toda.
Imagine: consumo habitual da casa: 250 kWh/mês
Carro novo: 1000 km/mês × 16 kWh/100 km = 160 kWh
A procura energética conjunta passa, de forma simplificada, para: 250 + 160 = 410 kWh/mês
Mas isto também não significa que deve instalar painéis capazes de produzir exatamente 410 kWh todos os meses.
O sistema deve ser dimensionado considerando:
- Curva de consumo da casa;
- Presença do carro durante as horas solares;
- Variação da produção ao longo do ano;
- Espaço disponível;
- Investimento;
- Quantidade de excedentes prevista.
Um sistema sobredimensionado pode produzir muita eletricidade precisamente quando não existe consumo para a aproveitar.
No nosso artigo sobre quantos painéis solares precisa explicamos como fazer este dimensionamento para a habitação.
Qual é a melhor hora para carregar com energia solar?
Se o objetivo é maximizar o autoconsumo, a resposta é simples: quando os painéis estão a produzir e existe excedente disponível. Mas a melhor hora do ponto de vista económico pode depender de mais fatores.
Carregar durante o dia
Pode ser especialmente interessante se:
- O carro está estacionado em casa;
- Existe produção solar excedente;
- Consegue adaptar a potência;
- Pretende aumentar o autoconsumo.
Carregar durante a noite
Pode ser mais prático quando:
- Utiliza o automóvel durante o dia;
- Chega a casa depois das horas de maior produção solar;
- Não tem armazenamento doméstico;
- Dispõe de um tarifário com preço mais reduzido no vazio.
A atual oferta Carregar em Casa da Goldenergy apresenta um preço de energia de 0,0830€/kWh no vazio, antes do financiamento da tarifa social, IVA e restantes componentes aplicáveis.
Portanto, em muitas casas a melhor estratégia pode ser: aproveitar o sol quando o carro está disponível e carregar no vazio o que ainda faltar.
Não é necessário escolher uma única solução para todos os dias do ano.
Um exemplo de rotina
Imagine que o carro precisa de recuperar 12 kWh.
Durante a tarde consegue colocar: 5 kWh de excedente solar
Ficam a faltar: 12 − 5 = 7 kWh
Esses 7 kWh podem ser carregados mais tarde a partir da rede.
Assim, em vez de tentar forçar toda a carga para as horas solares ou ignorar completamente a produção fotovoltaica, combina as duas fontes.
Esta estratégia também se adapta muito bem ao princípio que explicamos no nosso artigo sobre a melhor forma de carregar um carro elétrico em casa: carregar aquilo de que precisa, quando é mais conveniente e económico.
É melhor utilizar a energia solar no carro ou vender o excedente?
Depende dos números.
Imagine que tem excedente solar disponível enquanto o carro está estacionado. Se o utilizar diretamente, deixa de comprar essa quantidade de eletricidade à rede.
Se o injetar, pode vender o excedente da produção solar e receber o respetivo valor de acordo com a modalidade contratada.
A comparação económica é, de forma simplificada: valor do kWh que deixa de comprar versus valor recebido pelo kWh que vende.
Se a energia evitada tiver um valor superior à remuneração do excedente, aumentar o autoconsumo pode ser particularmente interessante.
Mas existem outros fatores, como:
- Horários em que o carro está em casa;
- Preço da eletricidade;
- Preço de venda do excedente;
- Perdas de carregamento;
- Possibilidade de programar a wallbox.
Por isso, não é necessário ligar o carro a meio do dia apenas para evitar qualquer injeção na rede. A estratégia deve adaptar-se à sua rotina.
Preciso de uma wallbox especial para carregar com painéis solares?
Não precisa de uma wallbox “solar” apenas para utilizar a eletricidade fotovoltaica que está a ser produzida na casa. Se o carro estiver a carregar enquanto existe produção solar, parte dessa energia pode contribuir para o consumo do veículo.
Mas se pretende funções mais avançadas, como:
- Ajustar a potência do carregamento à produção fotovoltaica;
- Utilizar prioritariamente excedentes;
- Integrar wallbox e inversor;
- Criar diferentes modos de carregamento solar.
Deve confirmar previamente a compatibilidade entre wallbox, inversor e sistema de gestão energética. Nem todas as wallboxes disponibilizam as mesmas funcionalidades.
As atuais wallboxes Goldenergy incluem equipamentos monofásicos até 7,4 kW e trifásicos até 11 kW, com controlo através de app e balanceamento de cargas. 📱
O balanceamento é particularmente útil porque permite adaptar a potência destinada ao veículo aos restantes consumos da habitação.
Se ainda está a escolher o equipamento, veja o nosso guia sobre a melhor wallbox para casa.
Quanto tempo demora a carregar um carro com painéis solares?
O tempo não depende diretamente de a eletricidade vir do sol ou da rede. Depende sobretudo da potência que efetivamente chega ao automóvel.
A fórmula simplificada é: tempo de carregamento ≈ energia a carregar ÷ potência
Imagine que pretende repor 20 kWh:
| Potência efetiva de carregamento | Tempo teórico para 20 kWh |
|---|---|
| 2 kW | ~10 horas |
| 3,7 kW | ~5h25 |
| 7,4 kW | ~2h42 |
| 11 kW | ~1h49 |
Os valores são teóricos, antes das perdas, e pressupõem que o veículo consegue aceitar a potência indicada.
Agora imagine que tem uma wallbox de 7,4 kW, mas naquele momento só existem 2 kW de produção solar disponível para o carro.
Se quiser utilizar exclusivamente esse excedente solar, a carga terá de acontecer a uma potência compatível com aquilo que existe. A wallbox não transforma 2 kW solares em 7,4 kW. Se o sistema permitir utilizar simultaneamente a rede, esta pode fornecer a diferença.
Para aprofundar esta questão, veja qual a potência necessária para carregar carros elétricos.
E se os painéis estiverem a produzir mais do que a wallbox consegue utilizar?
A potência máxima também pode ser limitada pelo próprio carregamento. Imagine:
- Produção solar disponível para o carro: 8 kW;
- Wallbox: 7,4 kW;
- Carro aceita: 7,4 kW AC.
O carregamento fica limitado a 7,4 kW, mesmo que exista mais produção disponível. O mesmo acontece se a wallbox disponibilizar 11 kW mas o carregador de bordo do veículo aceitar apenas 7,4 kW.
Na prática, a potência é sempre condicionada pelo elemento mais limitativo: produção disponível → instalação → wallbox → carregador de bordo do carro.
O que acontece num dia nublado?
Os painéis não deixam necessariamente de produzir porque aparecem nuvens. ☁️
A produção fotovoltaica depende da radiação disponível e pode diminuir bastante em condições desfavoráveis. O PVGIS considera precisamente fatores meteorológicos e variações da radiação ao estimar a produção de um sistema fotovoltaico.
Se a produção baixar durante o carregamento, podem acontecer diferentes situações consoante a instalação:
- O carro continua a carregar a menor potência;
- A rede fornece a energia que falta;
- O carregamento é temporariamente ajustado;
- Espera por um período de maior produção.
Por isso, não é rigoroso dizer simplesmente que “num dia nublado o carro demora mais a carregar”. Pode demorar mais se limitar o carregamento à produção solar disponível. Se a rede complementar, a potência pode manter-se.
E no inverno?
A produção solar existe no inverno, mas tende a ser inferior à dos meses de maior radiação. Além disso, o próprio automóvel pode consumir mais energia em condições de frio, devido à climatização e à gestão térmica da bateria.
Isto cria duas variações ao mesmo tempo: menos produção solar + potencialmente mais consumo do carro.
É mais uma razão para não dimensionar o sistema pensando apenas num mês médio.
Vale a pena instalar painéis solares por causa de um carro elétrico?
Um veículo elétrico pode tornar o autoconsumo ainda mais interessante porque acrescenta um consumo significativo e, em muitos casos, flexível.
A máquina de lavar precisa de funcionar durante determinado período. O frigorífico precisa de eletricidade continuamente. Já o carro pode ficar várias horas estacionado, o que abre a possibilidade de escolher quando carrega.
Se o veículo estiver frequentemente em casa durante as horas de produção, pode absorver parte do excedente solar e aumentar o autoconsumo.
Mas não é boa prática dimensionar uma instalação pensando apenas: “Preciso de X painéis para o carro.” Primeiro olhe para: casa + carro + horários + produção anual.
3 exemplos de rotinas para combinar carro e painéis solares
1. Trabalha em casa e o carro passa o dia na garagem
Este é um dos cenários mais favoráveis ao carregamento solar direto. Pode:
- Aproveitar a produção durante o dia;
- Aumentar o autoconsumo;
- Completar mais tarde com a rede, se necessário.
Estratégia: solar primeiro e rede quando faltar energia.
2. Sai de carro de manhã e regressa ao final do dia
Os painéis produzem enquanto o automóvel não está disponível. Nesse período, a energia pode:
- Alimentar a casa;
- Carregar uma bateria doméstica, se existir;
- Ser injetada/vendida como excedente.
Quando regressa, pode carregar o veículo a partir da rede durante o período mais vantajoso.
Estratégia: autoconsumo solar na casa + carregamento noturno do carro.
3. Tem horários variáveis
Alguns dias o carro está em casa; noutros não. Aqui não vale a pena criar uma regra rígida.
Estratégia: aproveitar produção solar sempre que coincidir com a presença do carro e utilizar programação para completar a carga quando necessário.
É precisamente esta flexibilidade que torna interessante combinar fotovoltaico e mobilidade elétrica.
Checklist: o que deve avaliar antes de instalar painéis para um carro elétrico?
Antes de aumentar a instalação solar por causa do veículo, confirme:
1. Consumo do automóvel
Quantos kWh/100 km utiliza realmente?
2. Quilómetros mensais
Quantos kWh acrescentará o carro à fatura?
3. Consumo da habitação
Quanto utiliza a casa atualmente?
4. Produção solar estimada
Quanto podem produzir os painéis na sua localização?
5. Horário do carro
Está estacionado em casa durante as horas solares?
6. Potência AC do veículo
Quanto consegue o carro receber em casa?
7. Wallbox
Que potência e funcionalidades disponibiliza?
8. Excedentes
Consegue aproveitar, armazenar ou vender aquilo que não consome?
9. Tarifa de eletricidade
Quanto custa completar a carga através da rede?
10. Bateria doméstica
Existe uma necessidade real que justifique o investimento?
Quando estas respostas são analisadas em conjunto, torna-se muito mais fácil dimensionar corretamente a solução.
Sol durante o dia, carregamento quando precisar ☀️⚡🚗
Painéis solares e mobilidade elétrica podem trabalhar muito bem em conjunto – sem precisar de transformar a casa numa instalação completamente independente da rede.
Com as soluções de painéis solares Goldenergy, pode produzir a sua própria eletricidade e aumentar o autoconsumo da habitação.
Depois, uma wallbox Goldenergy permite carregar o veículo em casa com programação, controlo através da app e balanceamento de cargas. A oferta atual inclui opções monofásicas até 7,4 kW e trifásicas até 11 kW.
E quando o sol não chega – ou o carro só regressa à noite – pode complementar o carregamento com o tarifário Carregar em Casa, que apresenta atualmente 0,0830€/kWh no período de vazio, antes dos restantes encargos aplicáveis.
Assim, não precisa de escolher entre sol ou rede.
Pode utilizar cada fonte quando faz mais sentido para a sua casa, para o carro e para a sua rotina. 💚
Perguntas frequentes sobre carregar carros elétricos com painéis solares
Depende do consumo do carro, quilómetros percorridos e produção de cada painel. Por exemplo, um automóvel que consuma 16 kWh/100 km e percorra 1000 km mensais precisa de aproximadamente 160 kWh. Utilizando como referência uma produção média de 45 a 75 kWh/mês por painel de 450 Wp, corresponderia teoricamente a cerca de três a quatro painéis. Contudo, a produção e o carregamento têm também de coincidir no tempo para que toda essa energia seja diretamente utilizada pelo automóvel.
Sim, quando existe produção fotovoltaica suficiente para alimentar o carregamento e os restantes consumos da casa. Quando a produção não chega, pode reduzir a potência de carregamento ou complementar a energia com a rede.
Não necessariamente. Pode utilizar diretamente a produção fotovoltaica enquanto os painéis estão a produzir e recorrer à rede nos restantes períodos. Uma bateria doméstica permite armazenar excedentes, mas representa um investimento adicional que deve ser avaliado separadamente.
Só diretamente se tiver armazenado essa energia numa bateria física. Sem armazenamento, à noite o veículo utiliza energia da rede. O valor de excedentes vendidos ou associados a uma bateria virtual não corresponde a eletricidade fisicamente guardada para o carro.
Não é a origem solar da eletricidade que torna a wallbox essencial. Contudo, para carregamentos domésticos regulares, uma wallbox pode proporcionar maior potência, controlo e programação do que uma tomada convencional adequada.
Depende da potência efetivamente disponibilizada ao automóvel. Para carregar 20 kWh, seriam teoricamente cerca de 10 horas a 2 kW, 5h25 a 3,7 kW ou 2h42 a 7,4 kW, antes de considerar perdas.
Pode compensar, sobretudo quando o veículo acrescenta um consumo significativo à habitação e está disponível durante as horas de produção. Mas a instalação deve ser dimensionada tendo em conta os consumos conjuntos da casa e do carro.
Sim, uma instalação ligada à rede pode utilizar produção fotovoltaica e complementar com energia da rede quando a produção não é suficiente, dependendo da configuração do sistema. O autoconsumo permite utilizar localmente a energia renovável produzida e recorrer à rede para satisfazer as restantes necessidades.