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Baterias virtuais: o que são e como funcionam

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Não faz ideia do que são baterias virtuais nem tão pouco para que servem? Está no lugar certo para descobrir. Explicamos tudo aqui.

As baterias virtuais são um tema recente dentro do mundo das energias renováveis. Por isso, é natural que não soe familiar.

Eis o principal motivo: quando os painéis solares produzem mais energia do que aquela que conseguimos utilizar, o que é que lhe acontece? Pois é, este é um dos grandes desafios no que diz respeito à otimização do armazenamento de energia produzida em excesso.

O mundo caminha a passos largos para um futuro cada vez mais verde. E, ano após ano, a corrida às soluções mais amigas do ambiente aumenta. Aliás, a lei de autoconsumo de energia renovável, de 2019, veio facilitar a transição energética do país e permitir que cada vez mais consumidores e empresas tenham condições favoráveis para a própria produção de energia.

Mas as opções atuais já não chegam para produzir e armazenar energia eficientemente e atingir as metas do Plano Nacional de Energia e Clima (PNEC) para 2030. Embora existam soluções como as baterias solares, por exemplo, é preciso alternativas ainda mais eficientes, baratas e práticas.

E é aqui que as baterias virtuais de autoconsumo entram na equação. Vêm marcar a nova era de armazenamento de energia, graças aos avanços tecnológicos que começam a permitir uma produção e consumo de energia mais consciente e, acima de tudo, inteligente. Passamos a explicar. 🙂

O que são baterias virtuais de autoconsumo?

As baterias virtuais são nada mais nada menos do que um sistema que armazena energia produzida em excesso, gerada a partir de fontes renováveis como os painéis solares, por exemplo.

Estas baterias, também conhecidas como Virtual Power Plants (VPP), que em português significa central elétrica virtual, não ocupam o espaço de uma bateria tradicional. Na verdade, elas nem ocupam espaço lá em casa, porque não existem fisicamente.

O conceito por trás deste sistema de armazenamento é simples: sempre que existe excesso de energia produzida pelos painéis fotovoltaicos, ela fica armazenada nestas baterias virtuais, para que possa ser utilizada mais tarde.

Quem tem painéis solares em casa reconhece o desafio que é produzir energia que, muitas vezes, não consegue consumir, tendo de fornecê-la à rede elétrica pública. E porque é que isto acontece?

Como sabemos, as horas de maior produção de energia elétrica concentram-se durante o dia. No entanto, os picos de consumo energético acontecem em alturas específicas, ou seja, de manhã e ao final do dia. Por isso, o que acontece é um desperdício desta energia, quando não existe um sistema de armazenamento implementado para o autoconsumo.

Assim, o objetivo deste sistema é só um: otimizar a produção, consumo e distribuição de energia, sem em nenhum momento abrir espaço ao desperdício. O que vem depois é um acréscimo. Mas já explicamos mais à frente.

Baterias virtuais e físicas: o que as distingue?

Em comum, estas baterias partilham a necessidade de armazenar energia excedente, para que seja utilizada a posteriori. Mas é a forma como ela é armazenada que difere. Parece confuso?

Então, cada uma das baterias armazena os excedentes produzidos pelos painéis solares em formatos diferentes. Enquanto nas baterias físicas a energia é armazenada em kW (quilowatts), e pode ser usada em alturas de menor produção, nas baterias virtuais essa mesma energia é injetada de volta na rede, mas o excedente acaba por se converter num saldo que pode ser gasto quando for mais conveniente.

O armazenamento através de baterias virtuais de autoconsumo faz com que exista um aproveitamento mais eficiente da energia produzida, ao mesmo tempo que permite a poupança na conta da eletricidade, podendo chegar aos 0€.

Como funcionam as baterias virtuais?

Embora lhe atribuam o nome de baterias virtuais, elas são na verdade um serviço que as empresas energéticas podem disponibilizar. Ou seja, há um sistema baseado em algoritmos que permite uma gestão inteligente e eficiente do excedente produzido pelos painéis solares, controlando a carga e descarga de energia entre as baterias virtuais de autoconsumo e a rede elétrica, para maximizar a sua utilização. E não, ainda não é uma solução comum em Portugal, mas já está aqui mesmo ao lado, em Espanha.

Sempre que há uma produção de energia superior àquela que é consumida, o sistema regista esse excedente e transforma-o automaticamente num saldo que fica disponível para ser gasto quando o consumidor assim entender.

Por exemplo, se for de férias no verão, os painéis solares vão continuar a produzir energia elétrica. No entanto, não vai estar em casa para a conseguir utilizar. Com este sistema, pode acumular toda a energia produzida nesse período e utilizá-la no mês seguinte, por exemplo.

Se, por acaso, for proprietário de dois imóveis, e apenas tiver painéis solares num deles, o excedente de energia que produzir pode ser também utilizado no outro imóvel, permitindo a utilização a 100% da energia produzida. Mas isto só é possível porque existe um armazenamento através de baterias virtuais de autoconsumo. 🔋

5 vantagens do armazenamento de energia em baterias virtuais

A produção de energia através de painéis solares já promete uma redução na fatura da luz que pode chegar aos 70%. Já pensou que impacto teria se combinasse uma bateria virtual de autoconsumo?

Mas atenção! Os benefícios não se sentem só na carteira. 💰

Aqui vai:

Autonomia energética

As baterias virtuais de autoconsumo possibilitam uma maior independência da rede elétrica na hora de produzir, armazenar e consumir energia gerada por si. A longo prazo, esta autonomia é ainda mais positiva.

Melhoria da estabilidade da rede

Quando existem picos de consumo energético, as baterias virtuais ajudam a equilibrar melhor a oferta e procura, contribuindo para uma maior estabilidade da rede elétrica.

Redução das emissões de gases com efeito de estufa

O armazenamento da energia neste sistema faz com que se substitua, gradualmente, a utilização de fontes poluentes com impacto negativo no meio-ambiente, já que existe uma solução que permite um melhor aproveitamento dos recursos naturais.

Melhoria da eficiência energética

A energia produzida em excesso já não é desperdiçada e passa a ser possível aproveitá-la mais tarde, por exemplo, nos meses mais frios do ano, em que a produção é menor e a necessidade de consumo maior.

Redução de custos

Por fim, mas não menos importante, a redução do valor da fatura da luz. 💡

Além de permitir armazenar energia que será gasta em horários em que o preço é mais alto, as baterias virtuais de autoconsumo evitam o investimento que é necessário nas tradicionais baterias e que, muitas vezes, não são capazes de armazenar de forma tão eficiente quanto as virtuais.

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